Este vídeo, dublado em português, fala da relação entre o materialismo e a felicidade:

Este é um vídeo muito importante, nos alertando sobre as consequências do uso excessivo dos pesticidas na nossa agricultura, e a falta de cuidados tanto com a saúde dos trabalhadores quanto com o nosso ecosistema.

Será que não estaria na hora de repensar a nossa programação de televisão? Será que uma dieta de sexo e violência faz bem para a mentalidade e moralidade brasileira? É este o tipo de fama que desejamos ter nos outros países?

Como transmitir uma mensagem de ajuda para crianças que sofrem abuso – quando elas possivelmente estariam acompanhadas justamente pelo adulto que as abusa?

Veja, neste vídeo incrivelmente criativo da ANAR Foundation (Espanha) onde fica vísivel uma mensagem de conscientização para os adultos enquanto que somente as “baixinhas” vejam uma mensagem com o número de telefone do serviço assistencial:

Pressionados e comprados pelos lobbies (geralmente corporações), os políticos, declaram guerras e manipulam a população através dos meios de comunicação para apoiar tais guerras, como nos Estados Unidos. Vejamos as mentiras dos políticos que levaram a esta tal de “guerra contra o terrorismo” que vem destruindo Iraque e Afeganistão, ceifando milhares e milhares de vidas de cidadães “comuns” (idosos, mulheres, crianças), trazendo lucro (e que lucro!) somente para uma indústria de medo (armas, aparelhos de “segurança” como nos aeroportos, etc).

Mas será que é isto que o cidadão “comum” realmente pensa e quer?

Como diz o Dalai Lama, todo ser deseja a felicidade. E guerra certamente não é felicidade – e não traz a felicidade. Cultivar o ódio não traz a felicidade.

De vez em quando, surge uma pessoa de coragem admirável, que pode, quem sabe, dar início a uma mudança.

Veja este vídeo lindo:

Quem deseja acompanhar o criador deste vídeo pode achar ele no: seu canal de Youtube,  Google+ ou no Facebook.

Para reflexão sobre o que estamos fazendo com os povos originais destas terras – chega de genocídio devido à ganância dos invasores brancos (que somos nos…):

ÍNDIOS DO BRASIL

“Somos 240 povos e falamos 183 línguas distintas. Autodeclarados ao IBGE, somos ainda mais nos 74 pontos isolados nas florestas, onde o Instituto não chega. E somos mais nas cidades onde a sociedade teima em não nos reconhecer e onde muitos de nós deixaram de considerar nossa origem e nossa cultura.

Nosso genocídio começou faz 513 anos com a chegada de outros humanos que não nos identificaram como iguais. Assassinatos, abusos sexuais, escravidão, assédio moral, racismo e alienação cultural são as principais violências que assombram nossos povos e nossos descendentes desde então. A maior violência de todas ainda é a psicológica, pois a discriminação alojada no consciente e subconsciente brasileiros, século após século, pintou uma caricatura que facilitasse, justificasse e omitisse tamanha violência.

Em 1757 fomos oficialmente libertados da escravidão e dizem que em 1888, ano da Lei Áurea, 80% da população brasileira era negra. Afirmam isto porque além do extermínio causado pelas guerras e epidemias da colonização éramos invisíveis e poucos se deram o trabalho de nos contar.Em 1988, 321 anos depois de nossa “libertação” fomos reconhecidos plenamente como cidadãos brasileiros: deixamos de ser considerados incapazes… Ganhamos RG, CPF, direitos e até nos tornamos “patrimônio”. Nos anos 60 a 80 houve uma redescoberta dos povos indígenas no Brasil: não éramos mais estudados por missionários, mas por antropólogos que ajudaram a revelar um pouco de nossa realidade e a grande miséria em que nos encontramos.Foram precisas muitas batalhas, em várias frentes e de muitos povos, para chegar à vitória democrática da constituinte, após séculos de colonização, escravidão, invisibilidade e chumbo.

Parece bobo tentar resumir 513 anos em tão poucas palavras, mas Doétiro, meu pai, nasceu “incapaz”. Como sua língua era “errada”, os missionários mudaram seu nome para Álvaro, como seus deuses não existiam foi batizado Sampaio e não Tukano. Como eram generosos, recebeu “educação”, foi catequizado, completou o magistério para poder continuar a catequizar seu povo e até poderia se tornar diocesano “e se casar”… Uma oferta de “futuro brilhante” no lugar daquilo que se configura hoje como trabalho escravo.

Essa troca não foi de todo mal: como professor, Doétiro participou da alfabetização de seus parentes e começou uma insurgência diante da cultura cristã que lhes fora imposta. Perdeu o trabalho, mas ser considerado “incapaz” não impedia um indígena de cumprir o serviço militar, assim meu pai foi conhecer o mundo. Mal sabiam esses religiosos e esses militares que em 1980 esse “incapaz” denunciaria na ONU a destribalização e o etnocídio praticados pela igreja e pelas ditaduras militares na América latina.

Nasci dois anos depois filha de uma geração indígena que não se cala…

Há quem argumente que os crimes cometidos nesses 500 anos não sejam justificativa para que cada vez mais nos organizemos, politizemos e lutemos, denunciando os crimes praticados contra nossos direitos e liberdades. A falta de visão histórica dessas pessoas continua de maneira sistemática nosso genocídio, sem conseguir evitar que este se torne cada vez mais aparente e consciente, sendo a sociedade cúmplice de uma das maiores tragédias da humanidade.

O grito de desespero dos Guaraní Kaiowá é mais um entre centenas de outros povos indígenas no mundo: aqueles que estão à margem de uma cultura dominadora cujos valores ironicamente consomem a si mesma.

Esta cultura que se autoconsome consome também o nosso planeta. Nosso grande choque cultural está na maneira em que observamos e vivenciamos o mundo: o que para eles são minerais, plantas e animais, para nós são mãe, espiritualidade e sustento.

Temos prioridades diferentes com relação àquilo que consideramos equilíbrio global, mas ainda em minoria não nos calaremos porque nossos territórios são nossos santuários e é ali que construímos nossas aldeias, seja na floresta ou na cidade.

Somos todos parentes:

Quando a aldeia maracanã é demolida sentimos a fratura;
Quando o Santuário dos Pajés é incendiado nosso sangue arde;
Quando os Guaraní Kaiowá morrem nossa alma grita!

Hayaya!”

(Duhigô Tukano / Daiara Figueroa, Brasília 24/10/12)

* * * * * * *

“A polêmica sempre procedente, do ponto de vista nativo, de que essas terras não foram encontradas, mas verdadeiramente invadidas – junte-se aqui a parcela de culpa das missões evangelizadoras -, e nossos indígenas massacrados…” (FMV, Balanço dos 500, http://porumbrasilnovo.blogspot.com.br/2008/10/balano-dos-500.html)

ABAIXO-ASSINADO: http://www.peticaopublica.com.br/?pi=P2012N30735

dos produtores do filme “A História das Coisas“:

O projeto Excelências traz informações sobre todos os parlamentares em exercício nas Casas legislativas das esferas federal e estadual, e mais os membros das Câmaras Municipais das capitais brasileiras, num total de 2368 políticos. Os dados são extraídos de fontes públicas (as próprias Casas legislativas, o Tribunal Superior Eleitoral, tribunais estaduais e superiores, tribunais de contas e outras) e de outros projetos mantidos pela Transparência Brasil, como o  (financiamento eleitoral) e o  (noticiário sobre corrupção).

Visite este site importante!

Uma das melhores palestras que já assisti sobre o que está acontecendo com a nossa alimentação – e o que fazer a respeito… .

3.  ‘Ele me desrespeitou, ele me bateu e dominou, e depois me roubou’ – quem expressa tais pensamentos amarra sua mente à intenção de vingar-se. Em tais pessoas o ódio não cessa.
4.  ‘Ele me desrespeitou, ele me bateu e dominou, e depois me roubou’ – em quem não expressa tais pensamentos, o ódio cessará.
5.  Nesse mundo a inimizade nunca é eliminada pelo ódio. A inimizade é eliminada pelo amor. Essa é a Lei Eterna.
                                                       –  Versos Gêmeos 3-5, Dhammapada

Pretendia escrever um texto com algumas reflexões minhas sobre o chamado “9/11” – o ataque terrorista ao World Trade Center e Pentágono norte-americanos e as reações do governo daquele país. Mas, atrapalhada nas preparativas para uma viagem ao Japão, simplesmente não tenho encontrado tempo para escrever.

consequências de Agente Laranja

Por este motivo, me limito a passar o link de um artigo excelente (em inglês) que saiu no jornal Japan Today com o título que traduzo como “Com a chegada de 9/11, a moralidade exige que também relembramos as vítimas da América“. Este artigo relembra a Guerra de Vietnã e os efeitos nefastos do “Agente Laranja” usado naquela guerra. Até hoje, cidadãos vietnamitas e soldados dos dois lados sofrem enquanto os governos fazem seus jogos de empurre-empurre, se recusando a assumir qualquer responsabilidade. Como as imagens podem falar mais forte, quem tiver coragem pode ver os resultados desta busca de imagens no Google. Também recomendo que assistem o vídeo-clipe na página “A História do Agente Laranja“.

Finalmente, tomo a liberdade de reproduzir um texto enviado ao Grupo Yahoo “Budismo Shin” pelo Rev. Ricardo M. Gonçalves (Shaku Riman), da escola Terra Pura e autor do livro clássico brasileiro “Textos Budistas e Zen Budistas” que serviu de iniciação ao estudo do budismo para tantos brasileiros. Ele expressa, melhor que eu poderia, tudo que eu quis escrever… .

Caríssimos Irmãos no Dharma,

Quero compartilhar hoje convosco algumas reflexões sobre o 11 de setembro:

1. O fenômeno “terrorismo” que, parafraseando Von Clausewitz, poderíamos definir como “a continuação da guerra por outros meios”, não é causa, é CONSEQUÊNCIA. Como budistas, vamos refletir sobre ele aplicando o Princípio da Co-Produção Condicionada (pratityasamutpada) , procurando tomar consciência das CAUSAS E CONDIÇÕES que o geram. Essa é uma investigação em que o pensamento budista e o método histórico praticamente se superpoem e se confundem.

2. Considero o dia de hoje propício para lembrar uma tradição que, pelo menos no que concerne o Budismo Japonês, infelizmente foi esquecida nos tempos modernos: a de cultuar, por ocasião de uma guerra, a memória de todos os que pereceram, tanto amigos como inimigos. Assim, por ocasião das tentativas de invasão do Japão pelos mongóis no século XIII, foram construídos templos em memória tanto dos samurais que pereceram defendendo seu país, como dos mongóis, a maior parte dos quais se afogou vitimada pelas tempestades que destruíram as frotas invasoras. Refletindo sobre os trágicos acontecimentos de 11 de setembro de 2001 a partir dessa ótica, lembremos que a Grande Compaixão do Tathagata abarca igualmente no seu seio algozes e vítimas, opressores e oprimidos, exploradores e explorados, pois todos eles não passam de pobres entes profanos com os olhos toldados pela ignorância, pela cólera e pelo desejo, a perambularem cegamente desde um passado imemorial pelas sendas escuras do “samsara”, agredindo-se e ferindo-se mutuamente e experimentando sofrimentos inenarráveis. NAMU AMIDA BUTSU

3. Fazem hoje seis meses da catástrofe que se abateu sobre o Nordeste do Japão, em que fatores naturais (terremoto, tsunami)se somaram a um fator humano (contaminação radioativa). Reflitamos sobre a cegueira arrogante da civilização moderna que, perdendo de vista um ponto de referência superior (AMIDA = o Imensurável) e cultuando o ídolo de pés de barro do Progresso, se julga capaz de tudo compreender e tudo resolver a partir da perspectiva do quantificável e do mensurável. Lembremos as palavras inspiradas de nosso Poeta Maior:

“Cega, a Ciência a inútil gleba lavra.” (Fernando Pessoa)

Gasshô,

Shaku Riman

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