As atitudes ecológicas em uma cidade não devem apenas ser iniciativa de um grupo de ativistas, ou de pessoas mais engajadas com a causa, devem ser uma questão de políticas públicas, de educação e de cidadania.

Em Estocolmo, capital da Suécia, inúmeras medidas e atitudes têm sido postas em prática a fim de torná-la em uma cidade mais verde e menos emissora de CO².

Estímulos ao uso do transporte público, aos deslocamentos com bicicletas e ao consumo de agrocombustíveis tem tido cada vez maior adesão e com isto há consecutiva melhoria na qualidade do ar. Pelos rios é possível atravessar toda a cidade a barco, dando uma função diferente ao que normalmente é dada em grandes centros.

Aquecimento solar residencial e isolamento térmico mais eficiente tem diminuído o consumo de energia usada para supertar o frio intenso do inverno local. A instalação de telhados verdes nas casas e edifícios serve tanto para captação de CO² atmosférico, quanto para retenção de água das chuvas, como para paisagismo urbano.

Bairros inteiros têm metas para diminuição do consumo de água percapta, além disto, há tratamento de 100% do esgoto. O lodo gerado nesta atividade é a matriz para a produção de biogás, que depois é usado nos veículos ou nos fogões.

“Esta é a base de um conceito chamado “simbiocity”, ou seja uma cidade em simbiose com o Planeta.”, esta é a explicação de um dos fomentadores e estudiosos do tema, Hans Lundburg, do Instituto Sueco de Pesquisas Ambientais.

Cada pessoa deve rever seus valores e atitudes, tentando cada vez mais tanto mudar seus hábitos pessoais, como pautar as políticas públicas para estas questões. Fonte: OESP, 19/10/08 – Metrópole, C12.

Retirado do blog: De olho na mananciais


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